Revirava, e remexia.
Não sabia o que tinha, talvez aquele pesadelo que me assombrou durante a noite, em que acordei com lágrimas no meu rosto e com uma dor de cabeça que parecia ter ido ao encontro de qualquer coisa dura, levantei e olhei para o espelho.
"Infeliz" pensei.
Cara sugada pelo esforço do trabalho e pelas muitas noite que tinha estado a trabalhar. Olhos afundados e as olheiras que parecia ter o tamanho do mundo.
A raiva apoderou-se de mim como uma fera adormecida e que acabara de acordar ( não me perguntem porquê, porque nem eu sei) e comecei a destruir tudo a minha volta, de modo a aliviar esta tensão e a desligar me desses sentimentos que eu tanto odeio.
Até que por fim sucumbi e cai de joelhos e juntando as mão, chorei.
Senti que o mundo estava contra mim e eu contra o mundo. Nunca pensei chegar a este ponto.Em que olho para dentro do olhar das pessoas e vejo sempre a mesma coisa. A mesma rotina, o mesmo perfume, a mesma conversa de sempre, as mesmas perguntas de sempre.
Olho para essas pessoas com desdém e rancor, porque sei que sou uma delas.
Vesti-me. O mesmo fato, aquele fato horrivel e com cheiro a naftalina. E o penteado?tem que ser o mesmo de todos os dias, porque a sociadade nao permite penteados extravagantes. Os mesmo sapatos, porque não há dinheiro para mais.
Ao sair, olhei para dentro do meu apartamento. Pelo menos não parti o jarro que a mãe me ofereceu.
Nada mau para uma terça-feira normal.
(parte 1)
Nao te sabia escritor =)
ResponderEliminarBendita jarra!!
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